Encenar o impasse
Um impasse encenado, e uma plateia que pode interromper. Do que os espect-atores tentam, e sobretudo do que ninguém tenta, sai um enquadramento novo do problema.
Desenhada · à procura de anfitrião
O ponto de partida
O Frame Creation começa por formular o que trava o problema: precisamos de X, mas X impede Y. Essa frase é o material da oficina, e ela só funciona quando os dois países chegam ao impasse por caminhos diferentes e nenhum dos dois chega como quem ensina. Se um lado tivesse a resposta, não haveria cena.
O assunto concreto é definido com o Consulado antes de cada ciclo. A mecânica abaixo não muda com ele.
A mecânica
Cada subgrupo monta uma cena curta a partir de um impasse concreto, com protagonista, antagonista e um primeiro verso. A cena roda uma vez inteira. Depois roda de novo, e qualquer pessoa pode interromper, entrar no lugar do protagonista e tentar outro caminho.
Cada intervenção vira uma linha de captura, sempre na mesma gramática: tentou [ação] apelando a [valor, ator ou alavanca]. Ao fim, o grupo tem uma lista do que foi tentado.
O reenquadramento
E então vem a pergunta que faz o trabalho: a que ninguém apelou? As ausências dizem mais do que as presenças. É esse o pivô do Frame Creation, o passo 6, e o teste é simples: reescreva o primeiro verso da cena sob o novo enquadramento. Se a cena passa a pedir outros personagens, o enquadramento mudou. Se só mudou o vocabulário, não mudou nada.
Formato e anfitrião
Esta é a oficina que reúne os dois lados na mesma sala, o que a torna a mais exigente em logística das três. Funciona com grupos mistos de pessoas que lidam com o assunto por ofício, e com quem vive as consequências das decisões dos outros.
Há conversas em curso sobre encaixá-la em agendas institucionais já existentes, em vez de criar mais um evento. Se você tem um grupo e um impasse de verdade, essa é a combinação que procuramos.